Desapareci daqui, por motivos, simples, a internet oferece tantos canais de comunicação que acabamos nos perdendo por eles, se eu fosse uma empresa talvez fosse mais simples e teria uma estratégia de marketing, e objetivos claros de lucro e contato com o cliente, parte de mim até tenta se tornar isso, mas continuo artista, com objetivos bastante distintos e até conflitantes com a "empresa" Guibonecos, rs. E continuo "pessoa", que também tem la seus objetivos conflitantes com a empresa e o artista. Nessa salada que reside em mim, empresa, artista e pessoa, acabo criando fan page, perfil,blog, site, blog paralelo como esse, e o que mais aparecer, para atender diferentes necessidades, mas só agora escrevendo me dou conta como acabo misturando tudo, e já não sei onde começa e termina uma coisa e outra. As pessoas que me seguem acabaram se tornando cada vez mais "clientes potenciais" e menos " publico" , "leitores" , e "comparsas do leve desespero humano de ser". Ou seja, a empresa acabou tomando um pouco o espaço do artista e do "pessoa", e talvez esse espaço aqui era o mais pessoal de todos, onde eu estava a escrever minha biografia inversa, onde na verdade se encontra a origem de tudo que o artista cria e o empresário vende. Não estranhem, isto esta sendo pensado e elaborado enquanto vou escrevendo, ou seja, uma conversa interna em voz alta, cheia de contra-adições, e as conclusões estou acabando de descobrir. Não tenho nada contra o empresário, até gosto bastante dele, é objetivo, claro, não se perde muito em entrelinhas e sabe exatamente a que vem. E é quem se preocupa e cuida de assuntos como viabilidade, estrutura e manutenção, e garante meu sustento, o artista não entende nada disso, e cria o que se lhe apresenta o desejo, se deixarem, e se o tal desejo é um elefante branco de 2 metros, se não for pela interferência do empresário, que vai pensar em custos, espaço, quem vai querer, se é vendável, e etc, ele vai realizar o elefante, e o "pessoa" é que terá que conviver com aquele objeto imenso sem saber o que fazer com ele.a ordem seria essa: me sinto apertado, incomodado com coisas imensas que não sei onde colocar, coisas que podem ser lindas mas não sei como encaixar na minha realidade. o artista pega todos esses sentimentos não expressos e resolve transforma-los em um objeto real, dimensionando os tais sentimentos e percepções, o empresario pensa em que tipo de lucro ou prejuízo pode ter com tal "mercadoria" .rs
voltando para o assunto do topo, porque desapareci daqui, depois dessa reflexão, me dei conta de como a tendencia foi ter um perfil publico que ia de encontro aos interesses do empresario, ou seja, não seja pessoal, não mostre suas arestas, e se possível, se o elefante for inevitável, que pelo menos combine com a cor do sofá. aqui era para ser pessoal, mostrar minhas arestas e o elefante destruir o sofá, e cagar no meio da sala. qual o sentido disso? reflexão. acho que é o objetivo primeiro tanto do artista quanto do "pessoa", modificar, repensar, recriar, propor, questionar, re-evolucionar, redizer, contra-adicionar. tudo isso me da a sensação de viver, adoro o "eu empresario" mas ele só pensa em sobreviver, e isso é pouco, ou muito, dependendo da circunstancia, claro.
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Um comentário:
Adorei ler tudo sobre como você lida com isso de ser artista, pessoa e empresário, embora saiba que você está conversando consigo mesmo... é engraçado por que me identifico muito com essa maneira de se ver.Você colocou em letras e palavras coisas que penso sobre eu mesma.
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