sexta-feira, 23 de maio de 2008

diário psicodélico

Então ele dizia algo, enquanto ouvia aquela musica. Ele esperava. Esperava que algo lhe dissesse o que era para fazer. O que faltava em sua vida. Algo perdido em seu passado. Era nostalgia e alegria perdida, reencontrada naquele breve instante da musica. O que era? Uma parede imensa de lembrança lhe inperdoava de lembrar. Era a guitarra ou aquele clarim; o velho passado, alguma jura, promessa perdida. Como reavaliar a experiência? Algo do alem, tinha que ser algo sobrenatural, mágico para despertar até mesmo a possibilidade pensada era bloqueada de penetrar através daquela porta mágica guardada comicamente por bobos da corte munidos de poderosas penas que fariam cócegas mortais em quem tentasse ali penetrar.
Eu tinha que ter coragem. Minha curiosidade é maior que qualquer, ele penetrou,
Através de uma estranha musica burlou a defesa dos bobos e se assustou com que facilidade penetrou aporta adentro ela era mole como gelatina e foi apenas toca-la para escorregar para dentro de um mundo de estrelas infinitas e coloridas onde mulheres dançavam ao som de abba, rodavam pelo ar e respiravam um ar sem cheiros, a rainha dançava deslizando pelas estrelas, ela podia dançar. Era só isso? Silencio breve.
Subiu para outro plano, o ser estranho lhe pegou pela mão e começou a levá-lo para o alto. A espaçonave atravessava o espaço à velocidade da luz, numa suavidade impressionante. Dentro da cabine. Aparelhos estranhos, e o capitão solitário conduziam a nave apenas com o olhar. Queria tocar-lhe o ombro, mas temia. Seus olhos se encontravam a uma distancia tão distante que temia. E então ele olhou para mim devagar, me olhou como se pudesse ver todas as estrelas que compunham o meu seu ser. Tocou o alto de minha cabeça abaixei os olhos, algo de perdão, e bênção fechei os olhos.
Segunda porta
Dentro de meu cérebro vaguei por todo o mundo, desertos imensos, imensos desertos, e eu corria percorria voava, montanhas gran canyon sol e neve Japão e águas do sertão baiano, Alasca e tudo o mais rodando ao redor ao mundo me perdendo, e essa era a intenção, porque eu rodava e rodava e rodava,
Sua mão foi retirada de minha cabeça. Estava novamente diante do capitão. Estava novamente na nave estava no baile enlouquecido. Estava diante da porta fechada. Estava diante da porta fechada olhando para os bobos da corte adormecidos.
Veio então aquela antiga angustia, onde esta meu capitão? Dentro da porta. Dentro da nave, dentro de mim. Mas algo em mim precisava estar longe para dizer que te amava. Eu sei que era verdade. Meu amor eu te amo tanto, tudo bem, não faz diferença pra você. Era isso? Eu estou aqui para sempre.
Abra urgente outra porta, sim a velha porta, aquela, os bobos acordaram e dançam novamente felizes. Pulam ao redor da porta e pedem que eu entre, estou desconfiado.Dizem que eu sou o numero um, o principal, vou acreditar por que quero rever meu capitão. Numero um, eu. São bobos da corte, são pagos para mentir, eu sei.Capitão. Entrei estou aqui, diga, eu tenho chance de ser o numero um?
Diga capitão. Ele responde:
Resposta do capitão: hei você, eu vou te amar, eu sei, meu nome é mister John, não sei o que te dizer, acredite em mim por que eu acredito, mister John Guilherme, olhe pra mim acredite em mim, eu sou capitão de coisa alguma, minha nave é toda aaaa dga qualquer coisas pra todo mundo estamos sozinhos neste espaço sozinhos, caminhando por essas estrelas perdidos tentando nos encontrar entre passados mal resolvidos e futuros mal escritos tentamos ler nossa vida através de musicas e novelas, mas o que importa?
Não fiquei triste. Sai ainda rodando, porque haviam estrelas habitadas por venusianas, era uma forma de ser feliz, nos beijamos no meio do salão, era engraçado, era engraçado, ele estavam sós, era o capitão, mas ele disse nesse momento que eu tinha inventado o capitão era mentira, ele era mister John, muito longe do capitão que eu inventara em minha novela, me rodopiou pela galáxia, que as pistas era flutuante, anos setenta absoluto. A musica parou. Ele sentou ao meu lado pensativo.

E eu me perguntei por que corri tanto pra construir meu banquinho e sentado nele, olhando pro horizonte fico me perguntando por que corri tanto, e agora sentado nele , me pergunto o que fazer com o resto de tempo que sobrou.

Um comentário:

Mateus disse...

muito bonito!! imaginar ver o horiznonte nos traz sempre perspectives de ver mesmo distante, algum objetivo e alguem smpre interessante!! voce tem uma memoria fascinante!