sábado, 24 de maio de 2008
A MONTANHA E O CORPO
E então ele se viu frente à montanha. Não tinha respostas porque não tinha perguntas. Um talvez indignado pairava no ar. Ele se sentou num canto e contemplou a imensa montanha. Era para pensar? Não sabia, não tinha nascido com bula. A montanha não tinha bula. Era para escalar? Era para se fazer algo? Talvez fosse só para olhar. Ficou parado o quanto pode, mas seu corpo começou a se remexer. Primeiro por dentro depois por fora, seu corpo pedia que fizesse algo. Não tinha sido projetado para a inércia. Mas também não dizia o que era para ser feito, apenas exigia algum tipo de movimento, como não definiu precisamente qual movimento, chegou a conclusão que era apenas para se mexer. Balançou os braços e pulou no mesmo lugar. Sempre olhando para a montanha. Cansou e sentou. Foi isso.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
è engraçado porem tragico, todos falam de metas e perseguir objetivos, mas a quem persiga a mecessidade de um objetivo não por um sonho mas para ser padrão, pq todos fazem ou buscam algo importante( aparentemente)
Postar um comentário